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Companhia paulistana Cisne Negro vive crise


Prestes a estrear a 31º temporada do balé natalino O Quebra-Nozes, no Teatro Alfa, a companhia de dança Cisne Negro passa por uma crise. Em 2014, pela primeira vez em uma trajetória de quase quatro décadas, não estreou nenhuma coreografia. "Foi um ano difícil, precisamos trabalhar para sobreviver", lamenta a diretora e fundadora Hulda Bittencourt.

A principal motivação do problema é a falta de patrocínio. "Não temos ajuda do governo desde 2008, quando perdemos o apoio da Petrobras", diz Dany, filha de Hulda que divide a direção com a mãe. Desde então, o grupo, cuja manutenção custa 130 000 reais por mês, vive de projetos, parcerias e eventos que surgem sem regularidade definida. "A Copa do Mundo desviou ainda mais o foco dos apoiadores", explica ela. O próprio clássicoO Quebra-Nozes demorou a conseguir verba neste ano.



A última estreia da Cisne Negro foi a peça Sra. Margareth, em 2013. Em 2014, graças a uma parceria com o Sesi, os artistas se apresentaram cerca de setenta vezes em diversas cidades brasileiras, entretanto, poucas vezes na capital. Um contrato com o festival O Boticário na Dança também auxiliou a levar alguns espetáculos aos palcos. Dany garante que, apesar de tudo, o salário dos catorze bailarinos está em dia.

Cena da dança-teatro 'Sra. Margareth': última estreia do grupo, em 2013 (Foto: Divulgação)
Todos os anos, o elenco costuma fazer turnês para fora do país. Para 2015, entretanto, o coletivo recusou apresentações na Alemanha e na Romênia por não poder arcar com todas as despesas.


Hulda diz que o futuro da companhia focada na dança contemporânea é uma interrogação, mas que desistir não é uma opção. "Nunca me passou pela cabeça uma pausa sequer", afirma. "Não acredito em bailarinos fora do palco." Agora, mãe e filha estão batendo na porta de empresas e instituições para tentar captar recursos. A ideia é renovar o repertório do elenco nas próximas temporadas.

Com sede na Vila Beatriz, a Cisne Negro foi fundada em 1977 com alunos de educação física da USP que buscavam a dança como atividade extra. Uma escola de balé de mesmo nome, com 400 pupilos, também funciona no endereço e é uma das mais tradicionais da cidade.



O Quebra-Nozes fecha o ano no Teatro Alfa


Há 31 anos, a companhia paulistana alegra o fim do ano com sua versão do clássico O Quebra-Nozes. Coreografado por Marius Petipa e Lev Ivanov com músicas de Tchaikovsky, o balé natalino de 1892 se passa nos reinos encantados que surgem nos sonhos da menina Clara (as bailarinas Stephanie Stevanato e Glaucia Rocha, em revezamento). Setenta artistas participam das apresentações. O desafiador pas de deux da Fada Açucarada terá como convidados, de quinta (11/12) a domingo (14/12), Karen Mesquita e Cícero Gomes, primeiros bailarinos do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Entre os dias 16 e 21 de dezembro, participam Nadia Muzyca, do argentino Teatro Colón, e Luis Ortigoza, do Ballet de Santiago, do Chile. Chamam atenção na coreografia os malabarismos, criados pela equipe da Unicirco, do ator Marcos Frota. A novidade neste ano é que pela primeira vez a bailarina Ana Botafogo atuou nos ensaios do espetáculo. De 11 a 21/12/2014.

Sessão especial: no domingo (14/12), às 18h, a trilha sonora será excepcionalmente executada ao vivo pela Orquestra Filarmônica Bachiana Sesi-SP, regida por João Carlos Martins.






Audição para a Cisne Negro Cia. de Dança


A Cisne Negro Cia. de Dança abre inscrição para audição em janeiro.

Faça parte do elenco da companhia!

Seleção de bailarinos (as) entre 18 a 30 anos

Mulheres 29/01/2015 das 17h às 19h
Homens 30/01/2015 das 18h às 20h

Solicitar ficha de inscrição pelo e-mail audicao@cisnenegro.com.br

A seleção ocorrerá na sede da Cia. localizada na Rua das Tabocas, 55 - Vila Beatriz - São Paulo-SP.

Cisne Negro Cia. de Dança na TV Cultura domingo


A Cisne Negro começa 2014 com muitas surpresas.

Neste domingo dia 9, às 12h, na TV Cultura no programa CLÁSSICOS. Serão apresentados dois balés do repertório da Cia. Calunga de Rui Moreira e a inédita Sra. Margareth de barak Marshall.

Calunga é um balé afro-brasileiro em dez movimentos, resultado de um mergulho histórico e estético nas tradições “folclóricas populares” do Brasil. A fonte inspiradora da coreografia de Rui Moreira é a peça Maracatu do Chico rei, do compositor Francisco Mignone (1897-1986), feita a partir de argumento de Mário de Andrade.

Marshall. Sra. Margareth procura contar a história de um grupo de funcionários preso no porão da casa de uma patroa abusiva. O movimento de Barak Marshall é físico, afiado, rápido, com argumentos étnicos contemporâneos altamente emotivos, visuais e teatrais. A trilha combina elementos da música cigana e do sudeste europeu, passando pela música clássica e o rock.

Apresentação gravada dia 10 de novembro de 2013 em São Paulo."