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Sesc Pompeia recebe instalação "100 lugares para dançar"


A instalação 100 lugares para dançar, que estreou na Bienal SESC de Dança 2011 e já viajou à Frankfurt, na Alemanha, agora ocupa o Hall do Teatro SESC Pompeia, em São Paulo. Aberta ao público até 16 de março, a programação gratuita faz parte do projeto Tudo Dança, formada por trabalhos pautados pela pesquisa em dança e em sua relação com o espaço urbano, a arquitetura e a mudança da perspectiva do espetáculo.

100 lugares para dançar traça uma cartografia dançada das cidades de Santos, São Paulo e Rio de Janeiro, a partir de 200 mini vídeodanças que podem ser escolhidos pelo espectador para serem apreciados individualmente. Neles, experiências de improvisação, em que a superfície do corpo – feita das roupas, das cores e dos cabelos – contorna a dança, concebida no instante da sua execução.

Os mini vídeos são resultado do encontro entre pessoas, prédios, muros, barcos, containers, bares, escadas, águas, ruínas e sonhos nos quais a dança desvenda a cidade. São detalhes, informações, memórias e civilidades, seus não lugares, cheios de danças instantâneas e efêmeras. Lugares onde o corpo presente especula, vira um espectro, sorve, sucumbe e se dissolve entre a memória do futuro e o risco do passado.

Serviço:

De 21 de janeiro a 16 de março de 2014
Terça a sábado, das 11h às 21h
Domingos, das 11h às 19h
SESC Pompeia – Rua Clélia, 93 – Hall do Teatro
Telefone para informações: (11) 3871-7700
Entrada gratuita. Livre para todos os públicos.
Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações ligue 0800-118220 ou acesse o portal www.sescsp.org.br






Espetáculo "Tira Meu Fôlego", de Elisa Ohtake


Em espetáculo performático e provocativo, bailarinos expoentes da dança contemporânea testam seus limites e estudam a vitalidade radicalmente

A diretora Elisa Ohtake provoca cinco bailarinos de destaque da dança contemporânea atual (Cristian Duarte, Eduardo Fukushima, Raul Rachou, Rodrigo Andreolli e Sheila Ribeiro), em "Tira meu Fôlego", espetáculo de dança teatro que estreia em 31 de janeiro no Espaço Cênico do Sesc Pompeia.

Nesta apresentação, a diretora propõe os questionamentos: "O que acontece quando um bailarino contemporâneo, para quem a dança se tornou muito mais uma questão de produção de conhecimento, do que de expressão subjetiva, para quem o potente e bem vindo entendimento de dança como pensamento do corpo é fundamental, o que acontece quando esse bailarino contemporâneo se vê obrigado a simplesmente 'dançar apaixonadamente'?"

E persiste: "O que acontece quando, de repente, ele é obrigado a expressar suas emoções mais íntimas à máxima potência e com a maior dignidade possível? Como esses entendimentos de dança, completamente distintos se organizam no seu corpo? Quais dramaturgias do corpo são possíveis? Quero provocar esses bailarinos que admiro tanto, desestabilizá-los, quase constrangê-los, colocá-los em uma situação de vida ou morte para extrair algo novo deles", explica ainda Ohtake, que assina também a concepção e a dramaturgia da peça.

Elisa Ohtake sempre mistura dança, teatro e performance. Em "Tira meu Fôlego", o cenário e a iluminação são uma grande surpresa ao longo do espetáculo e a irreverência da dramaturgia pontua a peça. Os bailarinos dançam para estudar a vitalidade radicalmente, na vizinhança com a dor, a morte, a libido, a festa. Para tanto, eles se colocam em uma situação da mais drástica vitalidade, talvez a mais drástica de todas, e da qual dificilmente se pode sair: a paixão.

"Criei uma situação limite, absurda, exaustiva, cara de pau, que cada um resolve à sua maneira: cada bailarino precisa provar, dançando, que está apaixonado", além de dançar eles se vêem obrigados a se expor verbalmente para dar conta da proposta da peça e muitas vezes a agir de maneira estranha pra eles mesmos", diz Elisa Ohtake. "É uma luta bonita de ver, uma luta entre a ironia e o fazer para valer, entre o 'blasesismo' nosso de cada dia e a vontade total. Os bailarinos experimentam a desmedida neles mesmos, saem e entram do tom. É um desafio para eles e para mim entrar e permanecer no terreno da hibris, da desmedida, da paixão vital. Eu fiz questão de estar no elenco também, danço com eles, não podia sair de fininho e deixá-los na fogueira, quero me queimar junto com eles." E ainda problematiza, "como discutir a paixão radicalmente se o capitalismo justamente captura pelo culto das emoções totais, pela exploração intensa das sensações sensacionais, pelo tremor, pelo frescor? Como estudar no corpo a paixão se a produção mercadológica incessante de excitação / emoção se torna cada vez mais condição de estar no mundo, padrão de comportamento, medida de ação e percepção? Como estudar a vitalidade radicalmente, na vizinhança com a dor, o risco, a libido, a festa? Nós vamos forçar a barra e ver o que acontece. Nem que tenhamos que misturar tudo. Nem que tenhamos que oscilar, desesperados, entre a paixão, no sentido vital da palavra, e a mera espetacularização das emoções".

Até 23 de fevereiroSextas e sábados, 21h
Domingos, 18h
Local: Sesc Pompeia. Rua Clélia, 93 - Pompéia - Zona Oeste. Telefone: (11) 3871-7700
Duração: 90 minutos
Lotação: 40 lugares
Ingressos: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, idosos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 4,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).